Visual Studio LightSwitch 2011 – Intro

Uma das coisas que mais me tem fascinado na Microsoft ao longo dos anos é a sua frieza no que toca ao lançamento de novas tecnologias, nomeadamente quando se pensa na óptica dos programadores, se não vejamos, sempre que uma nova tecnologia é lançada exige-se aos profissionais das novas tecnologias que adquiram rápidamente novos conhecimentos de forma a acompanhar aquilo que são as melhores ofertas para os seus clientes. Claro que tudo isto visa o seu sucesso e ao longo de tempo os programadores vão-se habituando à necessidade de flexibilidade quando por exemplo têm de aprender uma nova forma de programação com Ruby ou Phyton após programarem dez anos em Visual Basic.

Apesar deste facto nunca me tiraram da cabeça que a grande diferença entre a Microsoft e uma Apple ou Google, é que esta se direcciona para programadores, tenta constantemente lançar novos produtos e tecnologias que libertem os programadores do conhecimento para que possam dedicar à arte de programar, dar liberdade às ideias e não se sentirem presos falta de flexibilidade de uma tecnologia, todos sabemos que os especialistas em Engenharia de Software são dos individuos que mais impulsionam a evolução com ideias e formas de pensar que quebram a rotina de qualquer um.

Apesar de tudo isto, comecei à umas semanas, como projecto pessoal uma investigação massiva daquilo que a Microsoft tem feito para auxiliar os programadores, comecei pelo motor de base de dados SQL Server, passei pelo Visual Studio, dos melhores IDE com que já tive contacto, reflleti sobre as livrarias .Net e fascinei-me com o meu conhecido Linq. De fcato aquilo que a Microsoft oferece aos seus programadores bate qualquer empresa mas aquilo que eu nunca tinha visto a funcionar foi o LightSwitch 2011 e digo-vos, aqui a Microsoft abusou.

Quando comecei a estudar Tecnologias e Sistemas de Informação, uma das coisas que mais retive foi o facto de me terem ensinado que para ser bom no desenvolvimento de sistemas de informação empresarias teria de ter conhecimento em três áreas do conhecimento, Tecnologias, Gestão e Negócio e realmente fui constatndo que não podia ser mais verdade. Apesar deste facto pensemos um  bocadinho nestas três áreas, Tecnologias é realmente um ponto fundamental para mim, com a necessidade de saber programar uma linguagem orientada a objectos, a necessidade de saber SQL para criar as bases de dados que vão armazenar os dados produzidos pelas empresas e por último conhecer Hardware e Software já existente para perceber qual a melhor forma de desenvolver o sistema. Até aqui tudo bem, para um Engenheiro Informático ou um Especialista em Tecnologias e Sistemas de Informação isto é trivial mas então e a parte de Gestão e Negócio?

Pois, aqui é que começam os problemas, como especialistas em TI, desenvolvemos a nossa aplicação com um montão de código, 15 pessoas da equipa, uma base de dados com um modelo relacional de 100 tabelas (que nem é muito) e ainda 500 erros por resolver e lá vamos para produção. Neste momento andamos completamente arrasados com o problema dos erros e em dar formação aos utilizadores e é que a empresa sobre um grande problema de negócio e toda a aplicação tem de ser reconstruida. Lá se vão os nossos sonhos de uma férias fantásticas…

Realmente este é o dia a dia de muitas empresas de Sistemas de Informação, batalhar com os niveis de Gestão e perceber o negócio dos seus clientes enquanto tentam produzir uma aplicação suficientemente flexivel para se ajustar a novas realidades. Mas agora vamos sonhar um pouco, e se existisse uma plataforma na qual podessemos desenvolver sistemas de informação empresariais em poucos dias sem termos de nos preocupar com muito código ou com criar um monte de classes de validações e regras de negócio? E se tivessemos a capacidade de nessa plataforma desenvolver formulários com um clique? De utilizar tecnologia de ponta ser termos de a conhecer? Tudo isto facilitaria a nossa tarefa e poderiamos direccionar os nossos esforços para as componentes de Gestão e Negócio que tanto nos atormentam. Talvez assim não teriamos de perder tempo com tantos bugs e mudar uma regra de negócio posse algo trivial.

Pois, realmente a Microsoft também pensou nisso e decidiu lançar o Lightswitch, uma plataforma de desenvolvimento de Aplicações Empresariais que deriva de algumas já conhecidas como o J# ou o ou VFP e que torna a criação deste tipo de aplicações algo fantástico e poderoso. Realmente a Microsoft foi muito à frente e é pena que os programadores actuais não tenham ainda massificado a sua utilização mas estou certo que o seu tempo virá e que plataformas deste tipo serão o futuro.

Agora que já refletimos um pouco sobre a razão da sua existência vamos perceber a sua arquitectura através de um diagrama que penso ser bastante elucidativo. Neste primeiro post de Lightswitch não vou colocar tutoriaais mas no próximo poderão ver o desenvolvimento de uma aplicação empresarial simples de gestão de contactos, desenvolvida em menos de 5 minutos e com base de dados, um formulário de criação de contacto, um formulário de pesquisa de contactos e um relatório de contactos por pessoa registada, bem como um gestor de regras de segurança com niveis de autorização.

Arquitectura:

Obrigado e até ao proximo post!!

Do the Switch!!

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